Escolas de Inverno dedicadas ao Espaço iniciam-se em fevereiro
Têm início, em fevereiro, as primeiras Escolas de Inverno da Agência Espacial Portuguesa, uma iniciativa de formação de curta duração para estudantes do Ensino Superior. Em 2025, foram aprovadas quatro escolas.
A primeira edição das Escolas de Inverno sobre o Espaço arranca já em fevereiro. A nova iniciativa educativa da Agência Espacial Portuguesa aposta numa abordagem formativa de curta duração dirigida a estudantes do Ensino Superior, centrada em formatos práticos e colaborativos. O programa foi criado para promover conhecimento atualizado sobre o setor espacial por meio da interação entre universidades, empresas e instituições, incentivando aprendizagens distintas do modelo tradicional de sala de aula e reforçando a colaboração entre os atores do ecossistema, com impacto direto na experiência dos participantes.
As Escolas de Inverno enquadram-se no trabalho desenvolvido a nível nacional pela Agência Espacial Portuguesa para dinamizar o setor espacial junto do Ensino Superior, reforçando a ligação entre a academia e a indústria. Centrado em temas-chave do domínio espacial, proporciona formação intensiva em áreas específicas, reforçando competências e aproximando os alunos de desafios e contextos do setor, numa lógica de cooperação e de trabalho em equipa, tal como já vem sendo promovido em iniciativas como o EuRoC – European Rocketry Challenge e o CubeSat Portugal.
“O objetivo é que as Escolas de Inverno captem jovens para o setor e se tornem um momento importante na formação de futuros profissionais. As propostas de formação aprovadas são bastante diferentes entre si, apostando em temas diversificados, o que espelha não só a abrangência do espaço enquanto área do saber, mas também a diversidade curricular que existe em Portugal”, aponta Marta Gonçalves, gestora de programas de Educação e Ciência da Agência Espacial Portuguesa.
A edição de 2025 integra quatro escolas com programas que combinam unidades curriculares concentradas, metodologias de aprendizagem baseadas em projetos, workshops e atividades interativas, incluindo hackathons, aproximando a formação de desafios concretos do setor espacial. “São cursos de curta duração e de caráter intensivo, pensados para permitir aos estudantes adquirir conhecimentos rapidamente numa área específica. Ao mesmo tempo, ajudam a clarificar interesses e percursos, apoiando a tomada de decisão sobre o futuro académico e profissional”, acrescenta Hugo André Costa, diretor-executivo da Agência Espacial Portuguesa.
Entre as candidaturas aprovadas encontra-se, por exemplo, a Escola de Inverno em Saúde no Espaço, desenvolvida pela Universidade do Minho em parceria com o Centro de Estudos de Medicina Aeroespacial (CEMA-FMUL) e o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS UP). A iniciativa inicia-se com uma fase online dedicada à transmissão de conhecimentos fundamentais, seguida de uma fase presencial entre 23 e 27 de fevereiro, assente em aprendizagem baseada em projetos e centrada em desafios de saúde humana em ambientes espaciais, com ênfase na futura presença permanente na Lua.
A 2 de fevereiro arranca a Escola de Inverno Espaço SML – Segurança Espacial, Meteorologia Espacial e Lixo Espacial, organizada pelo nodo da Universidade de Coimbra do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA). A iniciativa propõe-se a fornecer formação introdutória em segurança espacial, meteorologia espacial e lixo espacial, áreas de particular relevância no contexto da Estratégia Nacional para o Espaço – Portugal Espaço 2030.
Pouco depois, a 9 de fevereiro, inicia-se a Portuguese Space Resources Academy, organizada pelo Núcleo de Minas do Instituto Superior Técnico, com sessões até 11 de fevereiro. O programa combina palestras de enquadramento técnico com mesas-redondas, workshops e atividades interativas, com o objetivo de informar e motivar estudantes para percursos ligados à exploração e utilização de recursos espaciais, incluindo o uso de recursos in situ.
Por fim, a Escola de Inverno NewSpace, dinamizada pela Associação Espaço ao Cubo, integra cinco unidades curriculares nos primeiros três dias e culmina em uma hackathon, reforçando uma abordagem prática orientada à aplicação dos conhecimentos adquiridos.