Coimbra recebe o Terra em Foco 2026 para acelerar a adoção de dados de Observação da Terra
Com a pressão crescente sobre a gestão do território, da resposta a eventos extremos à monitorização climática, o Terra em Foco 2026 reúne em Coimbra ciência, setor público e empresas para acelerar a adoção operacional de dados de Observação da Terra.
A Conferência Nacional de Observação da Terra – Terra em Foco 2026 realiza-se a 17 e 18 de março, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), reunindo a comunidade científica, o setor público e empresas ligadas à utilização de dados e tecnologias de Observação da Terra (OT) na resposta a desafios concretos, da gestão do território ao clima.
A edição de 2026 conta com a colaboração da FCTUC, do Centro de Competências para a Informação Geoespacial (CGEO) da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra, do Instituto Pedro Nunes (IPN) e da AED Cluster Portugal, e com o patrocínio da Development Seed e a parceria da GEOSAT para o prémio Terra em Foco – Estudante. As sessões realizam-se no Auditório Laginha Serafim, no Edifício de Engenharia Civil da FCTUC.
Num momento em que os eventos extremos associados às alterações climáticas põem em evidência a necessidade de acesso à informação rápida e fiável para apoiar a gestão de risco e a tomada de decisão, o Terra em Foco 2026 reúne sessões dedicadas à monitorização do território, ao clima, à gestão de recursos e à capacidade de transformar dados em ação, aproximando ciência, tecnologia e utilizadores finais.
O programa destaca as novas infraestruturas e capacidades espaciais, que estão a tornar a OT cada vez mais útil em contexto operacional, nomeadamente pela maior frequência de revisita e pela disponibilidade de dados para apoio à decisão.
No primeiro dia, a conferência abre com uma intervenção de Craig Donlon, responsável pelo Gabinete de Arquitetura de Sistemas de Observação da Terra da Agência Espacial Europeia (ESA), sobre as novas missões e as tendências futuras do espaço na Europa. Segue-se uma sessão dedicada a constelações e infraestruturas espaciais nacionais, moderada por Nuno Miranda, o português responsável, na ESA, pela gestão da missão Sentinel-1 do programa Copernicus, e que fará também uma atualização sobre o plano de aquisições e as evoluções esperadas para a próxima geração de satélites Sentinel-1.
O evento atraiu outros especialistas portugueses espalhados pelo mundo, em organizações internacionais, entidades de referência e empresas, entre os quais Pedro Maciel (ECMWF), Nuno César de Sá (WWF Alemanha), Joana Simões (Open Geospatial Data) e Miguel Gonçalves (SuperSharp), com participação em sessões plenárias ou workshops.
Destaque para a participação de dezenas de estudantes, que irão partilhar os resultados dos seus trabalhos de investigação com os seus pares. A melhor comunicação de estudante irá receber o prémio Terra em Foco 2026, com o apoio da GEOSAT.
No segundo dia, Isabel Trigo, do IPMA, abordará o papel dos satélites de OT em meteorologia e ciência climática, enquadrando sessões dedicadas à atmosfera, ao clima e às alterações climáticas, bem como às infraestruturas e tecnologias complementares que suportam aplicações e serviços.
A adoção de dados e tecnologia de OT é, aliás, um eixo central de toda a conferência e ganha expressão numa sessão dedicada a acelerar a sua adoção, que inclui a apresentação do Space EO Guide realizado no âmbito da agenda mobilizadora New Space Portugal, um guia prático que visa apoiar organizações e utilizadores finais a navegar pelas oportunidades e desafios de mercado, técnicos e regulamentares associados à Observação da Terra.
Em paralelo às sessões, o Terra em Foco inclui uma componente de reuniões bilaterais, realizadas em espaço dedicado e promovidas em colaboração com a AED Cluster Portugal. A inscrição, aberta aos participantes da conferência, é feita pela plataforma b2match, na qual é possível criar um perfil e propor reuniões com potenciais parceiros.