PRR e Ministerial da ESA impulsionam setor espacial no segundo semestre de 2025

A reprogramação do PRR e as decisões da Ministerial da ESA deram novo impulso ao setor espacial português no segundo semestre de 2025, reforçando investimento, participação europeia e capacidades nacionais. O setor terminou o ano com 87 empresas, face às 81 registadas no final de 2024.

O segundo semestre de 2025 confirmou uma fase de aceleração do setor espacial em Portugal, impulsionada por mais investimento público, decisões estratégicas a nível europeu e avanços na regulação, nas infraestruturas e na capacitação científica e industrial nacional. Estes e outros dados constam do relatório semestral hoje divulgado pela Agência Espacial Portuguesa.

A reprogramação do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) marcou o semestre. O aumento de 137 para 417 milhões de euros do financiamento da Agenda mobilizadora NewSpace Portugal contribuiu para este impulso, ajudando a criar condições para acelerar a capacidade tecnológica, industrial e de serviços baseados em satélite, com efeito multiplicador no ecossistema.

Em paralelo, Portugal consolidou o posicionamento na Agência Espacial Europeia (ESA) no Conselho Ministerial de 2025 (CM25), com a maior subscrição de sempre, alocando 204,8 milhões de euros para 2026-2030 (+51% face a 2022). Este esforço reflete uma articulação entre as áreas governativas da Ciência, Defesa, Economia, Infraestruturas e Ambiente, com o contributo do Governo Regional dos Açores. Durante o encontro foi aprovado o maior orçamento de sempre da Agência Espacial Europeia, no valor de 22,3 mil milhões de euros.

Quanto à participação nacional em programas e ao volume de financiamento associado, no final de 2025, os contratos assinados por entidades portuguesas em programas da ESA somavam 23,4 milhões de euros (dados consolidados até ao 3.º trimestre), com projetos como a missão LISA e a ARRAKIHS, missão da ESA para estudar halos de galáxias e matéria escura por meio de observações de brilho extremamente baixo. Por outro lado, atingiram-se os 10,3 milhões de euros em iniciativas da União Europeia.

O semestre ficou ainda associado a avanços em regulação e infraestruturas, com o licenciamento das infraestruturas para o primeiro porto espacial nacional, em Malbusca, na ilha de Santa Maria, e com novos passos na capacitação técnica e científica, bem como com a realização da UN-Portugal Outer Space Fellowship ao EuroC. Destacaram-se ainda o arranque operacional do biobanco da ESA nas instalações do GIMM, em Lisboa, bem como as novas licenças e missões com participação nacional.

Para mais informações, consultar ainda a apresentação sobre o Ecossistema Espacial Português no 2.º Semestre.

 

Autor
Agência Espacial Portuguesa
Data
5 de Fevereiro, 2026