InCubed abre avaliações anuais a projetos portugueses de Observação da Terra até 2028

A Agência Espacial Portuguesa anunciou novas datas para a avaliação de propostas submetidas por empresas nacionais ao InCubed, o programa de inovação industrial da ESA dedicado à Observação da Terra. A primeira das três avaliações anuais fecha a 2 de outubro de 2026.

O operador de uma rede elétrica pode saber, a partir do espaço, que uma árvore está a crescer demasiado perto de uma linha de alta tensão e mandar cortá-la antes que um ramo provoque um apagão. Outro cenário:  a mesma vegetação pode invadir uma linha de comboio e tapar a visão do maquinista, provocando um acidente. Para a mesma causa, a mesma solução, possível através do VESTA, um sistema da empresa portuguesa Spotlite que cruza imagens de satélite com inteligência artificial para medir a vegetação junto de linhas elétricas, vias-férreas e estradas e assinalar os riscos antes que se transformem em acidentes.

O VESTA foi um dos 13 projetos nacionais já cofinanciados no âmbito do InCubed, o programa de inovação industrial da Agência Espacial Europeia (ESA) dedicado à Observação da Terra e subscrito por Portugal pela primeira vez em 2019. É neste programa, aberto às empresas portuguesas desde 2020, que a Agência Espacial Portuguesa anuncia novas datas de avaliação, com um orçamento indicativo de 1,25 milhões de euros para o período 2026-2028. A primeira de três avaliações anuais fecha a 2 de outubro de 2026.

O InCubed cofinancia produtos e serviços comercialmente viáveis assentes em dados de Observação da Terra, em qualquer ponto da cadeia de valor, do desenho de satélites às aplicações finais. As candidaturas estão abertas em permanência e as empresas interessadas podem apresentar ideias a qualquer momento no portal ORBIT da ESA. Depois da avaliação de 2 de outubro, seguem-se novas avaliações a 30 de abril de 2027 e, sujeita à disponibilidade de orçamento, a 28 de janeiro de 2028.

Os critérios de avaliação que a Agência Espacial Portuguesa terá em consideração para emitir a carta de suporte, necessária à atribuição de financiamento por parte da ESA, incluem o impacto para Portugal (30%), medido pelo alinhamento com a Estratégia Nacional para o Espaço e pelo retorno do investimento para o país, entre outros. Seguem-se o nível de inovação e de viabilidade técnica (20%), o caso de negócio (20%), a competência e capacidade da equipa (15%) e a adequação da gestão, do planeamento e do cofinanciamento (15%).

“O InCubed dá às empresas portuguesas um caminho previsível de financiamento para transformar ideias em produtos de Observação da Terra capazes de se sustentar no mercado. Procuramos projetos que tragam inovação e criem valor económico para o país, e é esse crescimento do setor que queremos apoiar de forma continuada”, afirma Carolina Sá, responsável pelos programas de Observação da Terra da Agência Espacial Portuguesa

As empresas interessadas podem apresentar as candidaturas no portal ORBIT da ESA até 2 de outubro para serem consideradas na primeira avaliação.

Consulte o regulamento aqui.

Autor
Agência Espacial Portuguesa
Data
3 de Agosto, 2026